Publico-me numa noite
obscura
meu desejo de morar
nas sombras
farto de estribilho fatídico
farto de ser maltrapilho
pilho meus nervos
no ostracismo das paragens
farto de versos pedras
fértil de desconsolos oblíquos
traço lépidos labirintos entre
estorvos e miragens
ainda pouco ruminei
destroços
ainda pouco cortei
lábios
ainda pouco esqueci
medos
grávido de ceticismo
acendo cigarro final
parcos são meus sonhos
entre pesadelos
perco meus sonhos
entre lamacentos ceutauros
desisto de mim e me desencontro.
http://www.sebafla.prosaeverso.net
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
FLEXA INSANA
ARTE DE Marcia Poesia de Sá
Corpo infinito efêmero
exala
hálito de manhãs
suadas
dilúvios de saladas
cítricas
recheios de versos
temporal de musgos
tece sussurros
movediços súbitos
adormeço untado de salivas
mântricas;
espumas roucas regojizos
múltiplos
éden de chocolate rítmico
doces de ninfas no apogeu
dos silvos;
me atravessa feito flecha
insana;
banha meus olhos
de vinhos tintos
brandos
como serpente de inusitado
assombro
me faz de sopa com gemidos
ilícitos
desvirtuando minha alma
cândida.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
नेगोसिंतेस दे alma

Negociantes de almas
Meu poema transpira
entre cristais e cactos
expelindo melancólico
ruído de mágoas ;
o espaço se diluiu
dentro do tempo,
um abismo
se ergueu entre meus olhos!
Clamo por um abraço
um olhar de cumplicidade
uma dança um compasso
estou só entre milhões
de sozinhos
ilhas de túmulos
solidão em dasalinho
há um certo fingimento
asfalto rígido,desolamento
caldo de pesadelos
abocanhando sonhos
enxurradas de medos
e carinhos tristonhos
Com está difícil cozinhar
um poema,meu Deus !
e permanecer vivo entre
negociantes de
almas!
Como está duro ornar
um poema,meu Deus!
e não sucumbir aflito
entre esses negociantes
da alma.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
ESPELHOS
Que há no meu coração?
Jatos de horrores cíclicos;
oficina de almas enferrujadas?
Granizo,asmas e micoses;
avenidas de cirroses nuas
e cáusticas?
Dor corrosiva e culeiforme?
Luz mórbida e tormentas?
Semáfaros de lamas e silêncio
dose de acústica escuridão?
Não morra,ainda, poeta!No teu poema,há:
um abraço azul ;
risos de pipocas e lua doce;
taças de sorvete à milanesa;
crepúsculo por entre travesseiros
e anestésico de melão com framboesa
que dissolvem solidão e espantam sombras!
Jatos de horrores cíclicos;
oficina de almas enferrujadas?
Granizo,asmas e micoses;
avenidas de cirroses nuas
e cáusticas?
Dor corrosiva e culeiforme?
Luz mórbida e tormentas?
Semáfaros de lamas e silêncio
dose de acústica escuridão?
Não morra,ainda, poeta!No teu poema,há:
um abraço azul ;
risos de pipocas e lua doce;
taças de sorvete à milanesa;
crepúsculo por entre travesseiros
e anestésico de melão com framboesa
que dissolvem solidão e espantam sombras!
FORNALHA

Entre olhos fustigantes,trafegas,
parece uma garça de veludo e silêncio;
tens olhos de vagalumes
um riso de lavas hercúleas
e um jeito levemente aceso
de domar o mundo com frescor ,ternura
e abraços de hortelã;
Entre metáforas e verbos ardentes
fico imaginando teu corpo
numa taça de vinho e arrebol,
desejando tomá-la
num gole ecumênico!
Quando passas saborosa
e saliente
exalas um cheiro de lençóis
fadigados:
fazendo cócegas líricas
com essas coxas de espelhos
nos lábios ofegantes do meu poema.
domingo, 31 de agosto de 2008
CONFISSÕES
(Tela:Salvador Dali)

Vim confessar minha amargura:
queria fazer uns versos
que epinassem pipas
contassem estrelas;
desfolhassem desesperos;
fossem overdose de plumas
e ternura
aplacassem iras
ressucitassem
tuas manhãs;
Meu poema,amigo,
é rijo
maledicente
não canta como sabiás
opaca luminosidade,
é aguado e mordaz
não tem lírios nem
galos
anunciando alvorecer.
Perdoa-me por esse poema
raquítico,assombrado,acuado,
e sem vitrines,
embriagado de solidão
e dor
que tece o medo,borda agonia
e me consome de silêncio,frio
e desolação .

Vim confessar minha amargura:
queria fazer uns versos
que epinassem pipas
contassem estrelas;
desfolhassem desesperos;
fossem overdose de plumas
e ternura
aplacassem iras
ressucitassem
tuas manhãs;
Meu poema,amigo,
é rijo
maledicente
não canta como sabiás
opaca luminosidade,
é aguado e mordaz
não tem lírios nem
galos
anunciando alvorecer.
Perdoa-me por esse poema
raquítico,assombrado,acuado,
e sem vitrines,
embriagado de solidão
e dor
que tece o medo,borda agonia
e me consome de silêncio,frio
e desolação .
sábado, 30 de agosto de 2008
CONFISSÕES DE UM PAI

Olha filho,não mergulhastes
no meu leite,
nem fizestes labirinto de luz
no meu útero,
fui bailarino desafinado
e sem asas
canção de melodia escura,
guerreiro trêmulo
numa batalha sem prumo;
nas madrugadas assombradas
fui o último a sair do sono!
Uma sisudez, olhar ríspido
fala cortante,umas gotículas
de afeto/uma solidão fervente,
fui ,quem sabe, ilha deserta
fluindo e fugindo das tuas retinas;
sou doce/docemente displicente;
exalo ventos de azedume,
mas creias ,filho meu
no subterrâneo do meu peito,
e nas vértebras tácitas da minh'alma
habita um coração materno.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
POEMA
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Indistinto

Sobre salivas movediças
lapido meus passos alquebrados,
eles enferrujaram antes do depois,
meus olhos calejados de horizontes
amorfos e sombrios,calam-se.
Abro a janela ,vislumbro
novas paisagens envelhecidas.
Quero correr,
o mundo é mais ágil e gelatinoso,
sento-me entre arestas e ruídos
sobre meu túmulo de papel crepon e eclipses.
POEMA

Alinhavo meus dias
com lama ,silício e rumores
sorvendo dores sobre o ombro
das horas;
o desespero se aloja
na minha medula.
Convido para irmos de mãos dadas
deslizar em oásis impoderáveis,
mas as mãos são feitas
de matéria fluída!
O mundo lânqüido e morfino escorre
por entre pedras quentes
e calejadas,
um grito canta estridentemente
silêncio de desacordo;
deito-me num sofá de brita
almoço uma certeza cética
adormeço sem fim nem recomeço.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
SUWING
SUWING
Estive na cama com Clarice
Florbela,Adélia,Cecília,Lombard
Coralina:
meu corpo exauria línguas
ancinadas
minha alma esculpia
metáforas
de corais ,
arrecifes
e luxúrias.
Apocalípse de versos aveludados
salmos apócrifos e rezas molhadas;
fui comido,carcomido,trucidado
elas lambiam meus desvelos
faziam ilhas de bolhas de sabão
em meus espelhos de aldodão;
fui atado,acorrentado
e dissolvido,
resoluto,amanheci sobre um
Prado
entre lençóis esmaecidos.
Desabitado,
coração Lispecto pariu
um poema sincopado.
Estive na cama com Clarice
Florbela,Adélia,Cecília,Lombard
Coralina:
meu corpo exauria línguas
ancinadas
minha alma esculpia
metáforas
de corais ,
arrecifes
e luxúrias.
Apocalípse de versos aveludados
salmos apócrifos e rezas molhadas;
fui comido,carcomido,trucidado
elas lambiam meus desvelos
faziam ilhas de bolhas de sabão
em meus espelhos de aldodão;
fui atado,acorrentado
e dissolvido,
resoluto,amanheci sobre um
Prado
entre lençóis esmaecidos.
Desabitado,
coração Lispecto pariu
um poema sincopado.
POEMA DE SETE FASES(Para minha amiga Italiana LUCIA HELENA VERONEZE )

I
Já fui Greta Garbo comendo
horizontes,
Pandora derramando segredos,
dancei bolero nas nuvens e tangos
entre arco-íris.
Sou o múltiplo de mim mesmo
avesso de olhares alheios.
Fui Alice ruminando espelhos;
Mãe d'água
deslizando nas línguas das brisas!
Sou visgo,riso,rabisco,estiagem!
II
Se me desejas como menina,
sou mulher entre larvas,
alcochoada ,fervente,
uma Bela Adormecida acordada;
artesã dos dias , escultora
das noites ,sou todas e ninguém
turbilhão de nada, taça de tudo.
III
Talvez,quem sabe,um Ravel retorcido,
e por ser tão várias,sou uma só
coração grávido de sementes!
Se queres umas manhãs
de intermitentes primaveras,
basta regar-me com sutilezas,
arranhões, beijos vulcânicos e vadios.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Desaparecimendo do Redentor.(P/Gel)
Aqui entre morros ,
fumaças
farelos fuligens
meu peito respira arrepios;
meus olhos vertigens
nas calçadas ouço teu vulto,
no bondinho e no osso do
Cocorvado,
teus olhos adoçam o Pão de Açucar
com salivas ,verbos,esvoaçados
Ainda pouco deitado entre
as coxas de Ipanema
vi tua voz ecoar,
parecia bando de sabiás
cutucando a solidão do poema
fechei os olhos,fazendo
cócegas no vento
burburinho estridente
e intempestivo corroeu
O Cristo desaparecera!
ave Maria meu Deus!
Abri os olhos,mirei as alturas
e lá estavas derramando risos,
de braços abertos,rosto
de iemanjá
com vestido de cambráia
me chamando para dançar...
fumaças
farelos fuligens
meu peito respira arrepios;
meus olhos vertigens
nas calçadas ouço teu vulto,
no bondinho e no osso do
Cocorvado,
teus olhos adoçam o Pão de Açucar
com salivas ,verbos,esvoaçados
Ainda pouco deitado entre
as coxas de Ipanema
vi tua voz ecoar,
parecia bando de sabiás
cutucando a solidão do poema
fechei os olhos,fazendo
cócegas no vento
burburinho estridente
e intempestivo corroeu
O Cristo desaparecera!
ave Maria meu Deus!
Abri os olhos,mirei as alturas
e lá estavas derramando risos,
de braços abertos,rosto
de iemanjá
com vestido de cambráia
me chamando para dançar...
domingo, 22 de junho de 2008
BEIJO

Teu beijo é cálido e reconfortante
um tufão gratinado de serpente
gosto de nuvens de aguardente
um riacho de cores espumantes;
revoada de aço ,penugem de vinho
ostras assadas,caldo de diamante
recheio de vírgulas esfuziantes
salada de mitos,atritos e redemoinho!
Fico desejando almoçar desse beijo:
a fúria da dor,com pedaços de queijo
retalhos de medo,leite,alfinim e melão
Ah,se eu pudesse nestes lábios,pousar!
Eu seria uma cacimba no osso do mar,
fazendo estripulias no teu coração.
(Prof.Sebah)
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