quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Silêncios Sísmicos p/a uma amiga virtual



Desnudas tua alma
deitas
nesta cama de cremosos
labirintos
líricos,
tecida pelas mãos dos
teus olhos esverdeados
e métricos;

temperarei teu corpo
com molho de tempestades
lívidas
caldo com nuvens acesas
melodias
cítricas;
pedaços de madrugadas
aveludadas
e cálidas;

adornarei teu corpo
com fatias de mansos
lampejos,
pitadas de cheiro verde
e gozo
doses de carinhos
estéticos
desvendando teus lábios
achocolatados e céticos.

e quando o sol abrir
suas pálpebras
mágicas,
novamente,degustarei
teu corpo
numa bandeja de sussurros
rítmicos,
num forno de suspiros
atávicos;

esculpindo minha língua
nas linhas deste templo
cáustico,
fazendo do meu café
da manhã
escultura de verões
míticos
banquete de harpas
adormecidas
com beijos de silêncios
sísmicos.

1 comentários:

Gitana Pimentel disse...

Que lindo esse poema! A musa inspiradora deve estar muito orgulhosa, viu? Será que ela entenderia tudo ou precisaria de um dicionário? kkk Parabéns, Sebah, você é incrível!